Um junho histórico e resultado da carteira

Este mês quitei um apartamento na planta. Na verdade, quitei metade dele, pois estou com um outro amigo no investimento. Um imóvel residencial perto de uma famosa universidade pública. Ao lado do apê, um hipermercado e uma rede de fast-food, também famosa. Agora falta pagar o ITBI, escritura e registro.

O porquê de adquirir esse apartamento?

A ideia começou no final de 2013. Eu ainda não conhecia os blogs de finanças e tesouro direito ainda era algo que não pensava. Investia em LCI e poupanças (pois é ...). A sorte é que o capital ainda era pequeno, pois estava engatinhando profissionalmente. Apesar do meu conhecimento baixo sobre investimentos, estava com medo da inflação crescente. Lembrem-se que era época da catástrofe Dilma e seus acólitos. Pensei então em comprar ´coisa de valor´, coisa palpável e que, historicamente, dava uma proteção adequada ao patrimônio - imóveis. Um amigo de longa data, com visão parecida com a minha, também queria começar a comprar imóveis. Pois bem, já tínhamos a vontade parecida e um pequeno capital cada um. Só faltava achar o imóvel.

Pois achei o bendito em uma conversa despretensiosa com um corretor em um shopping da cidade em que está o prédio. Ele me contou sobre a incorporação e que as unidades seriam colocadas a venda em breve. Pedi para ele me mandar informações e o resto é história.

Achei o local adequado, bem localizado e com potencial de melhoria na região. Assinamos o contrato de promessa de venda e compra e, felizmente, neste mês quitamos antecipadamente a última parcela (ganhamos um desconto por isso). Isso me deixou muito feliz, pois em 2013 eu tinha sério temor de ter que financiar o montante final.

Ainda continuo preocupado com a questão fiscal do Brasil. Não se deixem enganar pela inflação baixa de hoje e um pequeno percentual negativo recente. Nossa dívida pública está com crescimento preocupante e o governo do ano que vem pode ferrar com tudo.

Vamos aos resultados de junho, pelo método de cotas:

Junho de 2017: -1,16%
Acumulado no ano: 14,25%
Acumulado histórico (desde agosto/2016): 17,61%

O imposto de renda da venda antecipada de alguns títulos público e fundos afetaram a carteira. Nas ações e FIIs os resultados também não foram amigáveis. Minha rentabilidade seria ainda pior não fosse a foguetada que a Ligth deu ao final do mês. Ultrapar também ajudou a segurar as pontas.

Junho foi uma montanha russa na minha vida pessoal. Tudo caminhava para ser um mês ruim financeiramente (crise sufocando!). No entanto, nessa última semana ingressaram serviços novos que não estavam no radar. Me matei de trabalhar, dormi pouco, mas o dinheiro que entrou valeu a pena. Claro, nada comparado com o que uns ganham por ai na blogosfera. Parte desse dinheiro virará aporte agora em julho, provavelmente em um fundo imobiliário.

Seguem gráficos:


A partir de hoje vou começar a calcular a rentabilidade da carteira de investimentos e da carteira de investimentos + a carteira de imóveis. Isto para eu ver o impacto dos tributos e condomínio acaso o imóvel não seja locado; ou para ver o impacto dos aluguéis. Também tem a finalidade de descortinar a rentabilidade em caso de venda do bem. Como eu ainda não recebi o imóvel, as curvas estão sobrepostas e provavelmente bifurcarão no final do ano. Utilizo o método de cotas para os cálculos.

A alocação ficou assim:


O peso de cada ação na carteira de ações:


E a proporcionalidade de cada ativo na carteira de investimentos (não considero o imóvel):


Aquela lombriga ao final é o dinheiro parado na corretora, o qual será destinado para pagar as taxas semestrais do tesouro em julho e o que sobrar juntarei com o aporte.

Por enquanto é o suficiente.

Abraço a todos!

Comentários